Chegam ao Rio as primeiras notícias de Cachalote, épico de Rafael Coutinho e Daniel Galera. Não se fala em outra coisa por aqui: Todos depositam enorme confiança no trabalho dos dois.

Entre os meus, costumo chamar Rafael Coutinho de “filho de Deus”. Tudo por conta do seu estreito grau de parentesco com Laerte. Alcunha debochada, assumo sem problemas. Fruto da minha inveja (e alívio) de não ter Laerte como pai. Porque ser Laerte não deve ser fácil, vocês sabem. Mas ser desenhista e filho de Laerte é caminho infinitamente mais difícil, vocês não podem imaginar.

O caminho é difícil, primeiro as más notícias.

A notícia boa: Rafael Coutinho tem absoluta certeza do próprio talento. Certeza que está na cara, nas mãos, no papel. Sobra coragem para não ser sombra de ninguém. Laerte não é nada, ele sabe muito bem.

Rafael subiu a âncora cedo. Na idade dele, poucos podem e merecem. Feito gigante dos que aceitam a sina do talento, pedrinha que Deus põe no sapato de alguns poucos desgraçados. E por desgraça, talento é sorte: O barco de Rafael já partiu, os esforçados que se cuidem.

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